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Compro
agora ou espero?
Como assinante
e fã da Revista 4x4&Cia, recorro a vocês
para pedir informações acerca do Troller.
Estou seriamente decidido a comprar um 0 km, mas tenho
receio de que o carro sofra alguma modificação
em breve. Portanto, gostaria que a revista me desse
alguma informação nesse sentido, pois
na autorizada eles não sabiam ou não
quiseram dar nenhuma informação e a
fábrica não respondeu a nenhum dos e-mails
que mandei.
Francisco Gefferson de Oliveira filho
Por e-mail
Em termos estéticos não há
nenhuma mudança prevista, porém no próximo
ano, o propulsor MWM Sprint 2.8 turbodiesel (com potência
de 114,25 cv a 3.200 giros) terá que ser substituído
por um motor mais moderno, gerenciado eletronicamente.
A mudança visa atender às novas normas
anti-poluição que passam a vigorar a
partir de 2006. |
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Picape
Willys especial
Em que ano
foi lançada a picape Willys com diferencial
blocante (versão especial)?
Luis Alberto Sehnem
Por e-mail
É difícil precisar o ano em que um veículo
foi equipado com esse ou aquele acessório específico.
Sabe-se que no final dos anos 70 e até meados
dos 80, algumas séries de picapes GM e Ford
foram equipadas com bloqueios de diferencial traseiros
denominados Positraction – no qual o sistema
é constituído por discos metálicos
movimentados através de molas. Possivelmente
algumas picapes F-75 desse período tenham recebido
tal acessório. Lembre-se que a F-75 já
pertencia a Ford desde o final da década de
60 – a transição entre Willys
e Ford ocorreu entre 1968 e 1969 – e a família
Jeep foi mantida em produção até
1983. O bloqueio de diferencial mecânico é
um acessório existente no mercado norte-americano
há muito mais tempo, possivelmente desde os
anos 50. Ou seja, pode ser que existam também
picapes Willys ou Ford equipadas com esses acessórios
importados. |
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Alargador
para Bandeirante
Gostaria de
saber se vocês conhecem quem vende alargador
de pára-lamas de fibra para um Toyota Bandeirante
equipado com pneus de 33 polegadas.
Alessandro de Bastos Soares
Por e-mail
Alessandro, vários anunciantes presentes
em nossas páginas devem ter os alargadores
que você precisa. Comece sua consulta em lojas
e oficinas especializadas em Toyota. Caso não
tenham, o que é difícil, certamente
lhe indicarão onde encontrar. |
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Roda-livre
do Javali
Tenho um jipe
Javali 1990. Houve um desgaste no sistema de roda
livre, precisamente na arruela interna, que não
deixa a pequena engrenagem da ponta ir para trás,
travando o engate da tração da roda-livre
quando acionada. Gostaria de saber se esta peça
derivou de outro veículo 4x4, pois aqui em
Porto Alegre temos dificuldades de encontrá-la
mesmo que seja
completa. Caso pertença à outra marca,
fica mais fácil procurar.
Luciano Lopez
Porto Alegre, RS
Como todas as outras peças do jipe Javali,
a roda-livre era confeccionada na CBT – Companhia
Brasileira de Tratores – exclusivamente para
o modelo. Aliás, esse é um dos problemas
do Javali: todas as suas peças são muito
específicas. A empresa Gama 4x4 – (11)
5062-9000 – comercializa o kit completo, composto
de duas rodas-livres e duas pontas de eixo. A parte
interna dessa roda-livre acopla-se perfeitamente ao
eixo do Javali, enquanto o lado externo foi modificado
para o padrão Willys, ou seja, com acesso muito
maior a peças de manutenção. |
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Peças
para Wrangler
Tenho um Jeep
Wrangler ano 97/98 e estou tendo dificuldades de encontrar
peças. Quando as encontro, querem vender muito
caro. Preciso da coroa e do pinhão. Gostaria
de saber se não existe alguma peça de
um veículo nacional que possa ser adaptada.
Walter Carvalho
Por e-mail
O maior problema na compra do tão sonhado carro
importado é esbarrar nesses obstáculos:
um bom número de concessionárias/oficinas
autorizadas que comercializem peças de manutenção
a preços justos e que atendam seus clientes
com satisfação. E isso deve ser um fator
decisivo na hora da compra. Antes de obter itens que
possam ser intercambiáveis, retire a coroa
e pinhão de seu Jeep e faça uma pesquisa
com empresas especializadas na construção
de engrenagens para automóveis. Desmanches
de veículos importados também são
uma opção. Se continuar tendo dificuldades,
entre em contato novamente. |
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Sol
para todos
Rubens
Maciel Domingos
Ourinhos, SP
No Brasil, as grandes fábricas não
têm interesse em produzir veículos esportivos
e nem jipes. Por isso é que Puma, Miura e Gurgel
fizeram tanto sucesso nas décadas de 70 e 80
(e ainda fazem, mas agora como usados apenas). Na
década de 90, os brasileiros se deixaram seduzir
pelo brilho falso dos importados, que são carros
muito bons na sua maioria, mas poucos têm assistência
técnica adequada – faltam oficinas autorizadas,
pessoal treinado e disponibilidade de peças.
Muitas montadoras que chegaram ao Brasil para vender
seus importados já deixaram o consumidor a
ver navios, como Suzuki e Mazda. Cabe agora aos empresários
brasileiros explorar este nicho de mercado dos esportivos
e jipes. Fábricas como a Chamonix e a Troller
já oferecem bons produtos, mas ainda há
espaço para mais algumas, principalmente para
a produção de jipes menores, mais leves
e mais baratos que o Troller. Algo como o Gurgel X-12,
só que com motor refrigerado a água
e um pouco mais de conforto e espaço, com tração
4x2 e 4x4, motores a gasolina e diesel.
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Com qual
eu fico
Uma picape
A-20, cabine simples, equipada com motor de 6 cilindros
a álcool, kit de tração 4x4 Engesa
e guincho seria um bom veículo para fora-de-estrada
leve, passeios no campo e para chegar a praias isoladas
para o surf? Este veículo deve ser utilizado
em viagem por três pessoas e no dia-a-dia. Com
motor a álcool, pneus com diâmetro de
31 polegadas e câmbio de cinco marchas, o carro
pode fazer 6 km/l na cidade. Preparadores especializados
em motores seis cilindros garantem que o uso de uma
turbina com pressão de 0,6 bar irá gerar
215 cv e torque de 42 kgfm, e que o consumo baixaria
se usado com moderação. Seria mais interessante
partir para um Toyota Bandeirante curto com capota
de lona? Nesse caso, eu instalaria um suporte para
a prancha, fixado ao pára-brisa e atrás
no suporte de estepe, ferramentas que serão
desenvolvidas por mim com a utilização
de uma carreta.
Carlão Ferraz
por e-mail
Carlão, há muitas questões
que devem ser consideradas: a picape A-20 está
equipada com o kit de tração Engesa?
O câmbio está instalado e fixado à
caixa de transferência? A suspensão dianteira
já foi modificada?
Caso negativo, faça um levantamento geral do
preço de todas as peças necessárias
para a adaptação e mão-de-obra
para a instalação. Some isso ao valor
da picape e de tudo mais que pretende fazer, como,
por exemplo, a inclusão do turbocompressor.
Avalie também as proporções do
veículo em relação a praticidade.
Uma picape grande seria a melhor opção
para o dia-a-dia? E três pessoas caberiam confortavelmente
numa picape cabine simples? Uma viagem mais distante
pode se tornar um problema nesse sentido.
Avalie tudo com calma e compare os gastos entre o
que foi citado acima e a compra de um jipe pronto.
Sua necessidade será o seu melhor avalista. |
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Nissan
anos 50
Gostaria de
receber informações e fotos sobre o
jipe Nissan 1951. Não sei o nome do modelo;
só sei que é parecido com o Willys militar.
Por favor, me envie, se possível, fotos e endereços
de sites. Comprei um destes em mal estado de conservação
e acho que só vai dar para aproveitar o chassi
e a lataria. Quero informações para
poder restaurá-lo.
Gilmar Rocha
Por e-mail
Parabéns! Você possui uma relíquia
off-road oriental em sua casa. Como você mesmo
citou, esse Nissan 51 é claramente inspirado
nos Willys e Ford militares, que, por sua vez, foram
inspirados no pioneiríssimo jipe Bantam. Mas
essa é outra história.
Os primeiros 4x4 japoneses surgiram no início
da década de 50 – a exemplo da Land Rover
e outras marcas – sempre baseados nos Jeep,
e às vezes construídos sob licença
da marca americana, como ainda acontece com a Mitsubishi
num modelo fabricado apenas para o mercado interno.
Voltando ao seu carro, o primeiro Nissan Patrol –
esse é o nome de seu jipe – nasceu em
1951 e foi construído especialmente para o
exército japonês. O primeiro Patrol (a
marca utiliza o nome até hoje) tinha um motor
de seis cilindros em linha, com 3.670 cm3 e 85 cavalos
de potência. Com o nome e a origem de seu Nissan
desvendados, será bem mais fácil fazer
uma pesquisa na internet. Mãos à obra! |
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As cartas ou e-mails com perguntas técnicas que
necessitarem
de pesquisa serão respondidas nesta seção
por ordem de chegada.
Algumas questões também poderão
ser abordadas nas seções Dicas,
Técnicas, manutenção ou em reportagens
especiais.
Envie email para JAMES@4X4ECIA.COM.BR
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