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Campeonato Paulista de Rally Cross-Country, Campinas, SP
Em área militar

“Pelotões... À postos”. Mas espere... Há algo diferente. Não foram os soldados que se enfileiraram na Fazenda Chapadão, sede do 11º Batalhão de Infantaria Blindada do Exército, no dia 6 de março. Mas sim os ralizeiros e suas máquinas super-preparadas que disputaram a 1ª etapa da 3ª edição do Campeonato Paulista de Rally Cross-Country.
A corrida reuniu o número recorde de 35 carros e 2 caminhões, e o grid não foi formado apenas por paulistas. Mineiros, cariocas e até mesmo gaúchos marcaram presença na cidade de Campinas, SP. Mas antes, para realizar a tomada de tempo que definiu a ordem de largada, os competidores foram à um município bem perto dali, Piracicaba.

E foi poeira até não querer mais no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo – EPCA. Correndo pela primeira vez no Paulista, a dupla Christian Baumgart e Alberto Andreotti, da equipe Vedacit Rally Team, estreou com vitória na competição. Com o tempo de 2min46seg, eles venceram o prólogo de 2,6 quilômetros. Em segundo ficaram os catarinenses Luis Tedesco e Marcos Marini, enquanto Paulo Rugna e Kleber Cincea largaram na terceira colocação.
Os campeões de 2004, Marcos Olive e Regis Renzi sentiram que neste ano a temporada será mais acirrada, afinal, outros grandes nomes chegaram para brigar pelo título. “Esperamos obter boas colocações e tentar confirmar o feito do ano passado”, falou o navegador Renzi.

| POR: Isis Moretti | Leia matéria na íntegra na revista impressa |

Respeito e disciplina.
Os ralizeiros bateram continência para a 1ª etapa do Campeonato Paulista de Rally
Cross-Country

Mundial de Rally Cross-Country - Argentina /Chile
Um rali extremo

Uma aventura de 4.700 quilômetros. Essa foi a distância percorrida na 8ª edição do Rally Por Las Pampas, etapa que abriu a Copa do Mundo de Rally Cross-Country de 2005. Quando 23 carros e 37 motos passaram pela rampa montada em Bariloche, cidade da Patagônia Argentina, no dia 5 de março, marcou-se o início da etapa sul americana do circuito mundial que terminou no dia 12 de março, em San Pedro do Atacama, no Chile.
No entanto, a agitação começou dois dias antes. Os carros de competição, parados no parque fechado, chamavam a atenção de curiosos e aficionados do esporte; principalmente os Mitsubishi

Pajero-Montero Evo das duplas Joan Roma/Henri Magne e Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret. Os Volkswagen Race Touareg de Jutta Kleinschmidt/Fabrizia Pons e Bruno Saby/Michel Perin também foram um dos destaques.
Mas havia também os Nissan franceses, da equipe Dessoude e o incrível Buggy com mecânica Honda dos russos Sergey Shmakov e Sergey Mishin. Além, é claro, dos veículos argentinos e chilenos, que correm com mecânicas quase originais. Dentre eles estão Jeep Wrangler, Kia Sorento, Toyota SW4 ou mesmo um valente Hyundai Galloper. Um contraste em relação as equipes européias ou mesmo as que costumamos ver por aqui no Brasil.
Em meio a saudável confusão que antecede a largada, uma surpresa: uma navegadora brasileira inscrita em uma equipe chilena. Brasileira radicada no Chile há cinco anos, Monia Vogel demonstrou muito patriotismo quando pendurou uma bandeira verde e amarela em seu carro, durante a largada promocional. Além dela, nossa nação teve outros representantes.

| POR: Donizetti Castilho | Leia matéria na íntegra na revista impressa |

Das geladas montanhas ao sul da Argentina, até o estéril deserto do Atacama, no Chile. A 8ª edição do Rally Por Las Pampas – que teve o nome trocado para Rally Patagônia-Atacama –, marcou o início da Copa
do Mundo de Rally Cross-Country 2005

Campeonato Paulista Off-road regularidade
A grande recompensa

Os atuais campeões do Campeonato Paulista de Off-Road Regularidade, Marcos Levy e Cristiano Serpa, fizeram a fama do evento em suas cidades – Niterói, RJ e Juiz de Fora, MG. Além do quê, os cochichos sobre a competição já haviam ultrapassado as fronteiras de São Paulo.
Mas tal repercussão só foi sentida no dia 26 de fevereiro, em Pindamonhangaba, SP, quando aconteceu a 1ª etapa da 2ª edição do campeonato. Inscreveram-se para a disputa 43 carros – 27 na Graduados e 16 na Turismo – sendo alguns deles, de Juiz de Fora, MG, Rio de Janeiro, RJ, e até mesmo Brasília, DF, com a dupla feminina Lil Chiesa e Elaine Machado. E segundo a piloto Lil,

a viagem de mais de 1 mil quilômetros foi atribuída ao diretor geral de prova, Clayton Prado. “Fomos atraídas para cá porque o Clayton foi diretor de prova do Rally dos Sertões, e ele nos deixou uma boa impressão. Por isso viemos conferir o rali que ele organiza em São Paulo”, falou bastante satisfeita a piloto após conquistar o 4º lugar da Turismo e confirmar participação durante toda a competição.
O navegador mineiro Breno Rezende também voltou para casa bastante satisfeito. Ao lado do piloto Cláudio Goldemberg, de Limeira, SP, venceu a etapa entre os Graduados e, o que era apenas um aquecimento para as demais competições do calendário off-road, tornou-se algo mais sério. A viagem é longa, mas vale a pena.
Principalmente porque o rali foi realizado ao pé da Serra da Mantiqueira, e garantiu um visual fascinante da natureza. Em 160 quilômetros de roteiro, os competidores percorreram toda a região de Pindamonhangaba, passaram pelo Ribeirão Grande e próximo a Fazenda Sapucaia. Depois seguiram para a cidade de Guaratinguetá e andaram pelas trilhas de mais quatro fazendas da região.
A chuva forte do dia anterior deixou as estradas bem escorregadias e com bastante lama. Quatro travessias de rios, trechos dentro da mata e muita curva foram alguns dos desafios que as equipes venceram. Alguns balaios fizeram os navegadores “pregarem” os olhos na planilha.

| POR: Isis Moretti| Leia matéria na íntegra na revista impressa |

Organizado de forma simples, mas com muita dedicação, o Campeonato Paulista de Off-Road Regularidade fechou
2004 com louvor.
O maior reconhecimento do trabalho sério veio no início da temporada 2005

Copa Troller Sudeste, Campinas - SP
Laços da Trilha

A 1ª etapa da Copa Troller 2005 supreendeu. Afinal, em uma prova como essa não basta competir, mas interagir. Os trolleiros, que não se viam desde o ano passado, mataram a saudade dos companheiros e aproveitaram para colocar as novidades em dia, com o melhor assunto em discussão: rali.
A ansiedade em saber como seria o trajeto, para obter uma boa classificação, estava estampada no rosto dos competidores. Conseguir os maiores pontos nas primeiras etapas é a melhor estratégia para vencer o campeonato.

No dia 12 de março, o sol de Campinas, SP, fez com que as 166 duplas inscritas preparassem um bom estoque de água para não desidratarem durante a trilha. Por falar nisso, a maioria dos off-roaders elogiou a planilha, que foi realizada em duas fazendas dentro de uma reserva do Exército brasileiro, o 28º Batalhão Henrique Dias.
Bom para os pilotos, ótimo para os navegadores. Essa é a melhor definição sobre roteiro levantado. Enquanto um se desdobrou para acelerar em trechos com muita erosão e curvas fechadas, o outro precisou pensar rápido para não perder as referências, já que o percurso foi puro laço em meio a capim alto de quase 1,70 metros. Após o neutro, o trajeto não ficou tão diferente. As equipes continuaram a atravessar por terrenos com mata fechada e pedras.
Ao final, a confraternização tomou conta novamente dos participantes da Copa Troller. No almoço, todos se estavam contentes com o desempenho na 1ª etapa.

| POR: Amanda Madoenho | Leia matéria na íntegra na revista impressa |

Para começar o ano
cheio de emoções, a organização da Copa Troller apimentou a
prova com uma trilha repleta de laços5

Raid do Batom, Piracaia - SP
Cheias de charme

Foi com o encanto da presença feminina que o Jeep Clube do Brasil abriu o calendário de provas em 2005. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, 95 duplas compareceram ao 18º Raid do Batom e desmistificaram o ditado machista de que “mulher no volante é perigo constante”.
Essa edição foi bem diferente do ano passado, a organização preferiu testar a pilotagem das mulheres e preparou uma planilha com trechos rápidos, estreitos, erosivos e de grandes laços. A maior parte dos 130 quilômetros de percurso foi beirando a Represa de Nazaré Paulista, SP.
Ao largar de Mairiporã, SP, os jipes seguiram em direção a Nazaré Paulista, Joanópolis e Piracaia. O apoio da prova ficou em um local onde havia um grande atoleiro em uma curva, lá as garotas maquiaram seus 4x4 com lama. Eles se admiraram com a desenvoltura das pilotos, e somente uma vez ou outra foi preciso dar uma pequena ajuda de direcionamento às competidoras.
Nesse atoleiro, uma equipe em especial chamou atenção. O Troller de Kati Lazar e Thais Paes quebrou. Todos os homens se prontificaram a ajudar, mas se surpreenderam quando Kati soube dizer exatamente onde estava o problema, com ferramentas e equipamentos para tentar solucionar. A maior preocupação de Kati não era o conserto de seu carro, mas sim a sua unha quebrada. No final, nem ela e nem os bons samaritanos conseguiram tirar o veículo da trilha.
Fora esse contratempo, o desempenho das duplas foi excelente. Ao chegar na sede do Jeep Clube, em Piracaia, as off-roaders ainda fizeram um trekking para terminar a prova. Algo inovador e surpreendente que mexeu com o fôlego das mulheres. “Achei muito legal essa idéia do Jeep Clube do Brasil. Ao invés de sentar e almoçar, a gente faz uma trilha a pé, o que foi bom, pois ajudou a nos integrar mais com as outras meninas” opinou a campeã do raid, Helena Deyama. Ela que agora é patrocinada pela Goodyear, ficou feliz com a vitória ao lado de Andréa Portas.

| POR: Amanda Madoenho | Leia matéria na íntegra na revista impressa |

Elas são charmosas, otimistas e têm gana
para enfrentar a trilha. Mesmo sujas de lama,
as mulheres não perderam a classe e
se mostraram ótimas pilotos

Copa Troller Nordeste, Fortaleza - CE
Cada vez melhor

Mais uma prova de que o off-road cresce a cada dia. Agora, a comprovação veio com a Copa Troller Nordeste, que no dia 2 de abril, reuniu 95 carros para a disputa da 1ª etapa em Fortaleza, CE.
Divididos nas categorias Graduados, Turismo e Expedition, os competidores enfrentaram cinco horas de trilha. Foram 220 quilômetros por uma serra de terreno difícil, repleto por obstáculos como cascalho, pedras, lama, erosões e curvas fechadas. E para melhorar, com médias de velocidade justas. “Eu queria uma trilha inédita e apropriada para o veículo Troller. Não poderia

ser melhor”, disse o piloto Pedro Carapeba.
O clima estava agradável, com sol forte e alguns princípios de chuva que não prejudicaram o evento. Com as chuvas dias antes do rali, o percurso – que passou próximo à açudes, lagos e reservatórios da região – ganhou em visual e beleza com o verde.
O primeiro trecho da competição foi totalmente de subida, chegando à 310 metros acima do nível do mar. A planilha se estendeu aos municípios de Maracanaú, Pacatuba, Guaiúba, Horizonte e Pacajus.
Na Graduados, os venceu César Cacau e Fernando Muller, do Ceará. “Completamos uma prova muito difícil e competitiva. O nível das equipes de regularidade do Nordeste está bem alto”, analisou Cacau.

| Fotos: Donizetti Castilho | Leia matéria na íntegra na revista impressa |

A Copa Troller Nordeste chega em sua 3ª edição com um grande índice de aprovação. Além de se tornar uma das referências em ralis monomarcas, a Copa também
contribui com o fora-de-estrada

 
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