Warning: include(../sistema_4x4/enquete/funcoes.inc.php) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/storage/3/e6/a1/w4x4eci/public_html/ed_150/pioneiros.php on line 2

Warning: include(../sistema_4x4/enquete/funcoes.inc.php) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/storage/3/e6/a1/w4x4eci/public_html/ed_150/pioneiros.php on line 2

Warning: include() [function.include]: Failed opening '../sistema_4x4/enquete/funcoes.inc.php' for inclusion (include_path='.:/usr/share/pear') in /home/storage/3/e6/a1/w4x4eci/public_html/ed_150/pioneiros.php on line 2
Revista 4x4&Cia - o guia off-road
Faça já a sua assinatura clicando aqui
  Entrar
  Alterar Dados
  Sair
  Editorial :: Free
  Mundo 4x4
  Pioneiros
  Competições
  Cartas
  Dicas
  Raio X
  Jipe Clicks :: Free
  Jipe do Leitor
  Impressões
  Expedição
  Planilhas :: Free
  Veteranas

  Agenda
  Links
  Tabela novos
  Anunciantes
  Classificados (Breve)
  Edições Anteriores
  Equipe BOR
  Ranking
  Papéis de Parede
  Galeria de Imagens
  Assinar Newsletter
 
PIONEIROS | Jeep Ford 1983 “Utilitário Modelo U50”

A história do Jeep Militar Brasileiro - Parte 3
Por James Garcia :: Fotos Donizetti Castilho

ACOMPANHE AGORA O ÚLTIMO CAPÍTULO DA SAGA DO JEEP CJ-5 MILITARIZADO. FABRICADO EM 1983, O MODELO U50 DESTA EDIÇÃO É O ÚLTIMO DESCENDENTE DE UMA VALOROSA LINHAGEM

No início da década de 80, o Exército Brasileiro necessitava de um veículo rápido para trabalhar em conjunto com os equipamentos norte-americanos e nacionais com voltagem de 24 volts. Foi solicitada à Ford do Brasil um jipe que suprisse tal necessidade.

Em 1983, foram entregues os últimos modelos Jeep Ford construídos no Brasil. Além dele, também foram fabricados alguns CJ-6 e CJ-5 alongado, também conhecido como Bernardão – equipados com motor quatro cilindros Georgia OHC, com 91 cavalos à 5.000 rpm. Rebatizado como utilitário modelo U50, o último Ford militarizado tem algumas diferenças em relação aos irmãos mais antigos, como o comprimento total do motor, que tem um filtro de ar maior, específico para serviços pesados. Existem dois modelos de filtro de ar desse tipo. Um possui a entrada redonda e curta, enquanto o segundo é quadrada e mais comprida, idêntico ao modelo usado nas picapes Ford F-100, montadas com o motor OHC. Interessante notar que somente o jipe de 1983 possui este tipo de filtro.

O U50 1983 já vinha de fábrica com sistema de pedaleira suspensa, cilindro de freio grande – o mesmo da picape Ford F1000 – e distribuidor com platinado de 12 volts. O restante do sistema elétrico foi modificado. O alternador era de 24 volts, enquanto a partida (ignição), lâmpadas e faróis eram de 12 volts. O Jeep possuía duas baterias de 12 volts, uma instalada no lugar original, e a outra, fixada do lado esquerdo, paralelo ao pára-lama esquerdo.

Porém, a parte que mais chama atenção dos fãs de Jeep é o painel, bem diferente das versões anteriores. De cara ele ganhou uma chave geral para partida elétrica, um pequeno painel desmontável com relógios de amperímetro, voltímetro, marcador de temperatura e marcador de combustível. O velocímetro é
parecido com o do caminhão Mercedes. Próximo à coluna de direção há um botão para zerar o hodômetro parcial.

Ao lado direito do velocímetro foi posicionada a luz de leitura de mapa e, à esquerda, encontra-se a chave de luz militar, na qual há uma plaqueta que informa a mudança de luz militar para luz civil.

Em 1983, foram entregues os últimos Jeep Ford
construídos no Brasil. O modelo foi rebatizado como U50

Na parte traseira o U50 era equipado com um banco pequeno igual ao do carona, para o operador de rádio. No lado esquerdo há um suporte para dois tipos de rádio, o RY 20 ou PRC 77 americano, que ainda está em uso nos veículos do Exército Brasileiro. O outro pára-lama pode receber os modelos de rádio ERC 616, PRC 77 e PRC 10.

Na parte externa do pára-lama traseiro, são visíveis as furações dos suportes das antenas, com um reforço na lateral.

Em baixo do rack há uma caixa de metal com uma chave geral. Alguns jipes receberam um rack no painel para fixar o fuzil. O Exército Brasileiro ainda conta com algumas unidades do U50.

História guardada na garagem O paulista Amador Rodrigues é engenheiro de desenvolvimento de produtos em uma grande montadora de automóveis, e também apaixonado por jipes desde os tempos de infância.

Quando ficou mais velho e com idade para dirigir, o pai de Rodrigues comprou um Gurgel, do qual o rapaz resistiu acreditar ser um autêntico jipe. Isso até que um belo dia ele ficou completamente atolado em uma trilha, e foi resgatado tempos depois por um CJ-5. Desde aquele dia o Jeep real não saiu mais da cabeça do engenheiro.

Tempos depois e já proprietário de um jipe Engesa, Rodrigues cismou em restaurar um 4x4 militar. Para isso, contou com a ajuda de Angelo Meliani, colaborador de 4x4&Cia e mecânico especializado em veículos militares antigos.

Rodrigues freqüentava a oficina de Meliani e analisava a maioria dos jipes ruins, com muitas folgas, barulhos e trepidações.

Talvez isso explique o cuidado na restauração desse Ford.

Na realidade, essa unidade já foi adquirida em excelente estado, pois se tratava de um modelo de rádio-comunicação, com pouco uso. A marca de 32.941 quilômetros no marcador entrega a pouca exigência à que o jipe foi submetido.

Para ficar do jeito que Rodrigues queria, faltavam apenas a pintura – feita pelo proprietário na garagem de casa – os detalhes e acessórios, pois o U50 foi comprado em leilão.

“Por incrível que pareça, o item que deu mais trabalho para conseguir foi o limpador de pára-brisas a vácuo”, comentou o dono. Segundo Rodrigues, o Jeep ficou com a configuração idêntica à utilizada pelo Exército no ano em que entrou
em serviço.

A paixão de Amador Rodrigues contagiou esposa, os filhos e até a labradora Bruxa, que não perde uma chance de dar um passeio no Jeep com a capota abaixada. Nada boba essa garota...

Ficha Técnica: Jeep Ford 1977 “Utilitário Modelo U50”

Motor: Ford Geórgia OHC, dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha
Combustível: gasolina
Cilindrada: 2.300 cm3
Potência: 91 cv à 5.000 rpm
Taxa de compressão: 7,8:1
Torque: 17 kgfm a 3.000 rpm
Diâmetro x curso: 96,04 mm x 79,40 mm

Transmissão
Câmbio: quatro marchas à frente, mais ré
Tração: 4x2 com opção para 4x4 e reduzida através de caixa de transferência

Relação de marchas
1ª - 3,57:1
2ª - 2,38:1
3ª - 1,53:1
4ª - 1,00:1
Ré - 4,23:1

Caixa de transmissão múltipla
Normal: 1,00:1
Reduzida: 2,46:1
Relação diferencial: 4,89:1 (44x9)

Suspensão
Dianteira e traseira: eixo rígido, feixe de molas semielípticas e amortecedores telescópicos
Direção: mecânica, coroa e pinhão

Freios
Dianteiro e traseiro: a tambor, hidráulico

Rodas: 16”
Pneus: 600x16, 650x16 e 700x16

Dimensões
Comprimento: 3.440 mm
Largura: 1.710 mm
Distância entre-eixos: 2.060 mm
Bitola: 1.230 mm
Altura (sem carga): 1.733 mm
Vão livre do solo: 204 mm

Pesos
Ordem de marcha: 1.096 quilos
Bruto total: 1.701 kg
Tanque de combustível: 39 litros
Capacidade de carga: 605 quilos
Consumo médio: 6 km/l
Velocidade máxima: 120 km/h

 

O painel é diferente de seus antecessores. Chave geral para partida elétrica e painel desmontável com relógios de amperímetro, voltímetro,
Interior do U50 observado de cima. Note a posição das placas de identificação e do velocímetro
Detalhe da roda-livre AVM automática
Motor Ford Geórgia, quatro cilindros e 91 cavalos a 5.000 rpm. Amador Rodrigues compartilha o estilo off-road com a família. A labradora Bruxa


Copyright 2005 - Artpluseditora - Todos os direitos reservados
Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site sem autorização prévia