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MEIO AMBIENTE | Preservação de Trilhas

Para o bem de todos
Por Isis Moretti

A preocupação das pessoas em fazer algo pela preservação do meio ambiente torna-se evidente a cada dia. Mas a maioria somente fala e nada faz! É preciso colocar a “mão na massa”. Um pouco de ação repercute no bem geral

O empresário paulista Teobaldo Augusto Pires, 49 anos, deu o primeiro passo em prol da preservação das trilhas, muitas vezes percorridas por off-roaders, e que hoje algumas possuem placas espalhadas proibindo a prática do esporte off-road.

Ao ler uma matéria publicada na revista Picapes sobre jipeiros do sul do País que se juntaram para limpar as margens de um rio, Pires teve a idéia de unir vários grupos fora-de-estrada de todo o Brasil para lançar o dia nacional de preservação às trilhas. Ele contou com a ajuda da amiga Márcia Colevati, que buscou apoio para este projeto. “Afinal, gostamos de estar nas trilhas, então, por quê não preservá-las, aliando à necessidade dos dias atuais de ajudarmos a conservar o ar que respiramos?”, contou Márcia.

Pires conversou com o pessoal do clube Cabeçudos Off-Road, da zona oeste de São Paulo, e todos os integrantes gostaram da idéia, que foi lançada com o apoio inicial do site www.4x4brasil.

com.br e da turma de jipeiros Estilo 4x4, além de vários grupos que se aliaram. O movimento cresceu.

A chamada para as atividades começou no dia 12 de janeiro deste ano e a data escolhida para o Dia Nacional da Preservação de Trilha ficou marcada para 6 de junho. “Pretendemos realizá-lo todos os anos, sempre coincidindo com a Semana do Meio Ambiente”, falou Márcia.

Os trabalhos consistem em juntar o maior número de pessoas, escolher algumas trilhas e recolher qualquer material prejudicial à natureza – lixos e afins. Também plantam-se árvores e busca-se a conscientização dos participantes a fim de não agredir o solo e a flora. “Temos outras idéias em estudo que deverão ser lançadas para que esta tarefa se perpetue por todas as datas e roteiros que serão feitas no futuro”, confidenciou.

Como este foi o primeiro ato do Dia Nacional, a escolha dos caminhos a serem limpos aconteceu de acordo com disponibilidade dos voluntários, mas para os próximos anos, os integrantes analisarão a necessidade de cada trecho. “Como não conhecemos todas as trilhas deste Brasil, e nem temos condições para isso, precisaremos muito da ajuda de diversos trilheiros espalhados pelo País, sejam
de jipe, moto, bicicleta ou a pé”.

Os trajetos escolhidos foram: Buraco do Camel, Verde 1 e Verde Picadão – em Itapecerica da Serra, SP –, Trilha do Pinheirinho – Cantareira, SP–, Trilha do Capeta – Paranapiacaba e Peruíbe, SP –, Serra da Bocaina, RJ, e Serra da Canastra, MG.

Os resultados obtidos foram satisfatórios, principalmente porque os voluntários
receberam ajuda de todos os meios que recorreram e o que foi planejado se concretizou. “Até mesmo as trilhas percorridas, não estavam muito críticas”, disse Márcia.

Agora, Pires e a turma pretendem divulgar a prática da preservação ambiental,
deixando claro que o trabalho deve ser feito em todas as trilhas e não uma vez por ano. “E claro, contar com a adesão de todo o Brasil. A semente foi lançada, a responsabilidade aumentou, temos que cultivar para colher. Esperamos que, quando um trilheiro for praticar seu hobby preferido, o faça com consciência”.

Márcia deixa um recado: “Quero registrar que muitos grupos não participam de atividades organizadas por outra coligação, olham apenas para si e esquecem que este tipo de trabalho é para o bem de todos. Não importa quem organiza, e sim fazer acontecer e deixar o seu nome registrado, lutar junto, afinal, companheirismo é o lema principal de qualquer off-roader”, encerrou em grande estilo, Márcia.

 


 


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