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PIONEIROS | Capotas dos Jeep

A evolução das capotas
Por Angelo Meliani

Para os aficionados pelo Jeep, qualquer item fabricado nos diferentes modelos ao longo da história da marca no Brasil, é de grande importância. Conheça as capotas que equiparam os veículos, desde o pós-guerra até o final da produção, em 1983

Com o passar dos anos, o Jeep transformou-se em alvo de estudos por parte de
colecionadores e antigomobilistas. A sua importância histórica é tão grande, que
entender os detalhes que o cercam virou mania de milhares de pessoas ao redor do planeta. A lista de itens é enorme e poderíamos citar tipos de pneus, ferramentas agregadas, propulsores, câmbios e transmissões, exemplos de acabamentos e acessórios que muitos deixam passar despercebido, mas que ajudam a compor o visual clássico do modelo de épocas distintas.

Nessa edição, falaremos das diferentes capotas que equiparam nossos amados 4x4. Depois de 1945, os modelos CJ-2A, CJ-3A e CJ-3B receberam capotas feitas de lonas, com a opção de algumas partes serem removidas para executar trabalhos, como a configuração de “½ Jeep” do tipo pick-up. Atrás dos bancos dianteiros existem três rebaixos com os cavaletes, e mais dois cavaletes em cima dos pára-lamas, com a finalidade de fixar a tampa da capota. O acessório foi denominado de “Capota de Inverno”.

No Brasil, removiam-se as portas para obter maior ventilação, pois a temperatura
era mais quente. Quem tem Jeep conhece o “bafo quente”, comum no interior do veículo.

No Brasil, a empresa Carraço produzia e fornecia capotas confeccionadas em chapa de aço, voltada para os Jeep CJ-2A, 3A, 3B, CJ-5 e CJ-6 – de duas ou quatro portas. Os modelos CJ-6 de duas portas contaram com diferentes variações de capotas, como a Perua com forração para passeio, com janelas de alumínio; ambulância e um modelo que mistura furgão e pick-up. O principal problema das capotas de aço era o peso, que fazia o carro perder estabilidade em curvas fechadas. Isso sem contar a temperatura, que devia ficar ainda mais alta.

No início dos anos 60, as capotas passaram a ser costuradas e, na seqüência, soldadas, tendo três janelas.

Em 1967, a Ford importou dos Estados Unidos algumas unidades para o Jeep Jovem. No entanto, no Brasil elas não foram bem aceitas, sendo cessadas as importações em apenas um ano.

Uma curiosidade é que, ainda nessa década, a Willys Overland tinha uma tapeçaria própria e, depois de algum tempo, a Ford passou a terceirizar a fabricação das capotas. Um dos fabricantes foi a conhecida empresa Pissoletro.

Ao adentrar nos anos 70, houve o lançamento das capotas de cinco janelas, sem coluna na lateral. Os Jeep CJ-5 equipados com o motor quatro cilindros Geórgia OHC 2.3 4 cilindros – motorização estabelecida a partir da segunda metade dos anos 70 – possuíam essa “novidade”.

As capotas do CJ-5 Militar foram fabricadas com quatro janelas removíveis, tornando-o semi-conversível, e sendo feita até o final de sua produção, em torno de abril de 1983.


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