Com o passar dos anos, o Jeep transformou-se em alvo de estudos por parte de
colecionadores e antigomobilistas. A sua importância histórica é tão grande, que
entender os detalhes que o cercam virou mania de milhares de pessoas ao redor do
planeta. A lista de itens é enorme e poderíamos citar tipos de pneus, ferramentas agregadas,
propulsores, câmbios e transmissões, exemplos de acabamentos e acessórios
que muitos deixam passar despercebido, mas que ajudam a compor o visual clássico
do modelo de épocas distintas.
Nessa edição, falaremos das diferentes capotas que equiparam nossos amados
4x4. Depois de 1945, os modelos CJ-2A, CJ-3A e CJ-3B receberam capotas
feitas de lonas, com a opção de algumas partes serem removidas para executar
trabalhos, como a configuração de “½ Jeep” do tipo pick-up. Atrás dos bancos
dianteiros existem três rebaixos com os cavaletes, e mais dois cavaletes em cima dos pára-lamas, com a finalidade de fixar
a tampa da capota. O acessório foi
denominado de “Capota de Inverno”.
No Brasil, removiam-se as portas para
obter maior ventilação, pois a temperatura
era mais quente. Quem tem Jeep
conhece o “bafo quente”, comum no
interior do veículo.
No Brasil, a empresa Carraço produzia
e fornecia capotas confeccionadas
em chapa de aço, voltada para os Jeep
CJ-2A, 3A, 3B, CJ-5 e CJ-6 – de duas ou quatro portas. Os modelos CJ-6 de
duas portas contaram com diferentes
variações de capotas, como a Perua
com forração para passeio, com janelas
de alumínio; ambulância e um modelo
que mistura furgão e pick-up. O principal
problema das capotas de aço era o
peso, que fazia o carro perder estabilidade
em curvas fechadas. Isso sem
contar a temperatura, que devia ficar
ainda mais alta.
No início dos anos 60, as capotas
passaram a ser costuradas e, na seqüência,
soldadas, tendo três janelas.
Em 1967, a Ford importou dos Estados
Unidos algumas unidades para o Jeep
Jovem. No entanto, no Brasil elas não
foram bem aceitas, sendo cessadas as
importações em apenas um ano.
Uma curiosidade é que, ainda nessa
década, a Willys Overland tinha uma tapeçaria
própria e, depois de algum tempo,
a Ford passou a terceirizar a fabricação
das capotas. Um dos fabricantes foi
a conhecida empresa Pissoletro.
Ao adentrar nos anos 70, houve o
lançamento das capotas de cinco janelas,
sem coluna na lateral. Os Jeep
CJ-5 equipados com o motor quatro cilindros Geórgia OHC 2.3 4 cilindros – motorização estabelecida a partir
da segunda metade dos anos 70 –
possuíam essa “novidade”.
As capotas do CJ-5 Militar foram
fabricadas com quatro janelas removíveis,
tornando-o semi-conversível, e
sendo feita até o final de sua produção,
em torno de abril de 1983.